Um futuro melhor se constrói hoje




Brincando de Segurança

Brincando de Segurança

Nos últimos anos o avanço da tecnologia foi evidente, novas ferramentas capazes de executar diversas atividades, de maneira mais rápida e eficaz foram concebidas, estas mudanças modificaram a forma como o mundo todo faz negócios e se relaciona

Assim como estas novas ferramentas e tecnologias foram capazes de tornar nossa vida mais segura e produtiva, a criminalidade também evoluiu, os riscos tornaram-se maiores e de difícil percepção, por trás de uma inocente mensagem eletrônica um criminoso é capaz de apropriar-se de suas informações financeiras e pessoais e causar diversas dores de cabeça a todo o sistema financeiro e principalmente à você

Você certamente deve estar estranhando por que o SINTAC está tocando neste assunto, mas não é difícil perceber o motivo de estarmos falando de tecnologia e segurança, devemos concordar que a tecnologia em prol da segurança evoluiu muito nos últimos anos e que certamente a tecnologia para burlar a segurança evoluiu no mínimo duas vezes mais

O assunto em questão é por que com todos estes avanços em prol e contra a segurança, o Porto de Itajaí continua com sua segurança sendo administrada como nos tempos em que os criminosos escondiam os rostos com lenços ou usavam roupas listradas como nos desenhos animados, o principal motivo desta administração arcaica deve-se ao fato do Porto de Itajaí brincar de segurança

Utilizando um sistema falho e rudimentar, ignorando os riscos inerentes a atividade de movimentação de cargas valiosas e perigosas a administração do terminal simplesmente negligencia a segurança, possuímos um belíssimo aparato para inglês, americanos ou autoridades verem, porém, a verdadeira realidade da segurança do terminal só é conhecida por seus funcionários, realizada de maneira precária com anos de atraso em investimento, treinamento e equipamentos assim encontra-se a segurança do Porto de Itajaí

Com aparelhamento precário a Guarda Portuária de Itajaí se vê obrigada a fazer milagres, com equipamentos sucateados, sem investimentos ou tecnologia. Um moderno sistema de câmeras foi instalado no terminal com o objetivo de fortalecer a segurança, um grande monitor, observando detalhes que não são facilmente visíveis, capaz de espreitar criminosos 24 horas por dia, 7 dias por semana, mas a realidade é bem outra, a aparelhagem adquirida com o intuito de reforçar a segurança é utilizada para serviços operacionais ou para caçar manchas de óleo no pátio do terminal, enriquecendo ainda mais uma empresa contratada para realizar a limpeza e contenção de vazamentos de materiais nocivos ao meio ambiente, o objetivo até nobre, poderia ser realizado por uma gerência do meio ambiente mais engajada e não pelos órgãos responsáveis pelo policiamento ostensivo do terminal

O que se vê no Porto é o acúmulo de atribuições de outros setores sobre os membros da Guarda Portuária, atividades operacionais, de conferência, de segurança no trabalho e de defesa ao meio ambiente foram confortavelmente jogadas nas costas da instituição da Guarda Portuária. E a segurança? A tempos foi colocada em segundo plano, a Guarda Portuária conta com o maior efetivo de funcionários de carreira de toda a Superintendência do Porto, a maioria esmagadora dos funcionários concursados são Guardas, as maiores responsabilidades da atividade da autoridade portuária estão direta ou indiretamente relacionadas com a Guarda, então por que este importante setor do terminal não possui sequer uma viatura? Treinamentos relacionados a atividade de segurança, aparelhamento, rádios de comunicação, uniformes adequados se perdem nas listas de prioridade de uma administração incompetente e tendenciosa

O resultado são escândalos que sazonalmente chegam a imprensa, cargas furtadas, corrupção, troca de favores, suborno, peculato, superfaturamento, tráfico de drogas e influência, tendo como palco principal o terminal itajaiense

O que o SINTAC pretende com este texto é expressar a revolta de seus associados com o descaso que tomou conta do Porto de Itajaí e principalmente da Guarda Portuária, mérito este, que não deve ser atribuído a esta ou aquela sigla partidária, e sim a anos de descaso do Porto com sua segurança

Como sabemos que criticar é tarefa fácil, o SINTAC sugere ações que podem amenizar ou até mesmo resolver o problema:

  • Revisão e Reedição do Estatuto da Guarda Portuária, realizado em conjunto com representantes da Administração, funcionários da Guarda Portuária, Gerência e Chefias da Guarda além de representantes Sindicais
  • Aparelhamento do setor, como a aquisição de rádios de comunicação, viaturas, armamento, uniformes adequados e treinamento específico
  • Instituição de dois canais de comunicação para a Guarda Portuária, um para a utilização em operações ou comunicações que exijam sigilo e outro de comunicação aberta a todos os usuários do terminal e que possua acesso a todos os canais em operação dentro do terminal
  • Tipificação de infrações dentro do terminal e suas respectivas sanções
  • Transparência nos processos de promoção ou premiações funcionais
  • Respaldo legal para o exercício das atividades da Autoridade Portuária
  • Revisão salarial da categoria, instituição de um plano de cargos e salários
  • Diminuição dos cargos “políticos” dentro da instituição
  • Garantir o policiamento de toda a área alfandegada pela Guarda Portuária e extinguir a atuação de empresas terceirizadas no interior do terminal
  • Plano de Investimentos em segurança com a participação dos funcionários dos setores diretamente ligados a segurança
  • Incentivo a capacitação profissional do setor
  • Histórico de ocorrências informatizado, afim de detectar antecedentes de infrações dos usuários do terminal e assim aumentar as sanções para usuários reincidentes
  • Firmar acordo com o comando da Polícia Militar para agir de forma conjunta e inibir a prática de crimes de trânsito no interior do terminal, autuando casos de embriaguez ao volante com todo o rigor da Lei

As críticas e sugestões foram dadas, agora basta ao SINTAC e toda a sociedade aguardar os resultados futuros, o Porto de Itajaí a anos se destaca como exemplo em eficiência no cenário portuário Nacional e até Internacional, veremos se o Porto será destaque como exemplo também em segurança ou se destacará em uma manchete policial noticiando mais um escândalo do uso do terminal para a prática de crimes

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Comentários sobre esta Notícia

Autor: Eduardo Ribeiro de Souza

Brincando de Segurança

Primeiramente, gostaria de parabenizar a nova diretoria do SINTAC pelo esforço realizado até agora para regularizar a situação do sindicato, com vistas a possibilitar num futuro bem próximo, que a entidade venha a se transformar, enfim, no órgão atuante na defesa dos interesses das categorias ali representadas.

Finalmente, tecer alguns comentários a respeito do corajoso e realista texto: Brincando de Segurança.

Em minha opinião, “brincar de segurança”, torna-se uma coisa negativa quando os recursos empregados saem dos nossos bolsos e não do bolso dos administradores envolvidos diretamente no processo, o que faz deles apenas “envolvidos” e de nós, contribuintes, “comprometidos”. quando a satisfação dos trabalhadores envolvidos no processo é ameaçada (principalmente a da Guarda Portuária). quando a grande massa envolvida no funcionamento do porto ( principalmente os trabalhadores avulsos) tem o seu ingresso no ambiente de trabalho dificultada e problematizada e. finalmente, por existirem os perigos e riscos que originaram a criação do ISPS CODE - código internacional que visa a segurança e a proteção de navios e instalações portuárias, elaborado pela Organização Marítima Internacional (IMO) - e, como é do conhecimento, principalmente da população da cidade de Itajaí, sede do porto público, a constante ameaça de desvio eou furto de determinadas cargas de maior valor agregado, conforme ocorrência de setembro do ano passado, quando sumiram do Porto 5 estrelas, 5 (cinco) conteiners, que haviam sido apreendidos pela Receita Federal.

Não pretendo me estender em meus comentários, uma vez que o texto já disse muito sobre a nossa deficiência material, devendo, contudo ligar os itens acima mencionados através de um exemplo prático e fático:

O local escolhido por mim foi o portão de ingresso de trabalhadores à área primária do porto, conhecido pela guarda portuária como “Identificação”.

Ali existe um detector de metais e duas catracas eletrônicas na entrada e duas catracas na saída. Os equipamentos são antigos e mal conservados o que acarreta, além de um gasto maior em relação ao custo-benefício, transtornos aos trabalhadores que ali transitam no intuito único de realizar suas tarefas diárias, pois têm de se submeterem e um detector de metais que apita diante até mesmo de uma simples carteira (maço) de cigarros ou até mesmo de um crachá (que todos têm de portar) e que logo adiante, ao tentarem passar pela catraca, são impedidos porque elas não lêem ou não reconhecem seus crachás, ou que, quando o fazem, não liberam mecanicamente, fazendo com que esses “trabalhadores” percam muito tempo, numa ação que deveria levar segundos.

Não raro , tanto na entrada quanto na saída, tem-se uma ou duas catracas avariadas, interditadas com uma fita preto-amarela, sendo alvo, dos comentários mais jocosos das pessoas que ali transitam.

E onde entra o Guarda? Entre o detector de metais e as catracas problemáticas está um profissional uniformizado que deveria zelar pela segurança, com base no funcionamento dos referidos equipamentos e que é cobrado pelos seus superiores. Para ele, que não tem culpa pela má conservação do material aludido, são dirigidos os mais diversos impropérios como forma de materialização da indignação dos trabalhadores ali indevidamente retidos.

Nesse momento de pico, que deveria ser de cerca de 10 minutos, o cenário é o seguinte: dependendo do número de navios atracados, cerca de quase uma centena de trabalhadores começa a se deslocar para a identificação, onde, depois que os primeiros passam pelo detector de metais, alguns começam a ser retidos nas catracas, tendo de ser liberadas por um outro guarda, da saída, pela utilização do cartão mestre, enquanto o outro, o da entrada, à medida que aumenta o aglomero, começa a ter problemas com o detector que começa a apitar pra todo lado, ou porque duas pessoas tentam passar ao mesmo tempo, o que deixa o guarda sem saber quem abordar, ou porque alguém tocou na máquina diretamente ou indiretamente, por meio da mesa de ferro que a ladeia.

O 10 minutos que duram muitos mais de 20, parecem durar horas para o guarda cercado pelos trabalhadores revoltados. Primeiramente pela revista do guarda, e depois, pela barracão na catraca.

O que foi feito com os procedimentos do ISPS CODE nessa hora? Todos os que entraram por intermédio do cartão mestre estavam realmente autorizados? Como se sentiram os trabalhadores, que chegam ao porto e querem entrar sem problemas ao seu local de trabalho, mas que se vêem presos e tratados sem dignidade e respeito? Como ficou a auto-estima do guarda, penalizado pela administração de quem não tem o menor controle? Foi bem empregado o dinheiro gasto nos equipamentos? Se as respostas forem negativas, é sinal que o porto está brincando de segurança. E é uma brincadeira muito da sem graça!!!

Eduardo Ribeiro de Souza - Guapor

Autor: Luiz Eduardo Graf

Desabafo Corajoso

Não entendo o motivo de não instalar a bendita da "Porta Carambola",evitando vários transtornos e constrangimentos,uma delas a vigilância e observação incansável do monitoramento dos guardas que prestam serviços neste local. Sorria amigo Souza você como os demais estão sendo filmados.Tenho certeza que vai mudar este sistema arcaico e ultrapassado de identificação.

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