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APM Terminals usa a crise econômica como desculpa

APM Terminals usa a crise econômica como desculpa

Uma empresa divulga em uma revista especializada sobre operações portuárias que está batendo recordes de produtividade em seu terminal, atingindo picos de 40 movimentos por hora, ficando atrás apenas de terminais como Santos e Rio Grande. Esta mesma empresa demite em menos de seis meses mais de 80 funcionários entre operadores, conferentes e auxiliares operacionais, o que equivale a aproximadamente 40% de seu quadro funcional, é difícil acreditar que estes dois casos refiram-se a mesma empresa, mas estas situações contraditórias ocorrem em Itajaí na empresa Teconvi administrada pelo grupo Moller Maersk ou APM Terminals

Segundo citação do Diretor Comercial da empresa Sr. Patricio Junior, na Revista Portuária Econômia e Negócios de Março de 2009, na página 30, o cenário produtivo e promissor do Teconvi em nada se parecem com a realidade enfrentada por trabalhadores que diariamente convivem com o fantasma das demissões, a empresa que utiliza a crise econômica e contenção de gastos como ordem do dia, nega-se a assinar com o Sindicato representante de seus funcionários um acordo que prevê redução de salários e férias coletivas como forma de preservar empregos

A cara de pau do Teconvi é tão grande que seus diretores desfilam pelas ruas da cidade em carros de luxo alugados por quantias astronômicas e residindo em belos apartamentos a beira do mar mantidos com o dinheiro do terminal, enquanto seus funcionários vão ao trabalho sem saber se será seu ultimo dia na empresa

O Sintac tentou de todas as formas preservar empregos, sendo ignorado pela administração do Terminal Privado, e não foram poucas as vezes que representantes da empresa “garantiram” que não haveriam mais demissões

O grupo estrangeiro que gerencia o Terminal Itajaiense provavelmente julga o Brasil como uma terra de índios ignorantes que trocam pedras preciosas por quinquilharias européias, é ai que o Teconvi / APM Terminals se engana, pois no Brasil existem leis e contratos que devem e vão ser cumpridos, desde que é claro, o poder público municipal assim deseje

Será que o Teconvi cumpriu o contrato de arrendamento assinado com a prefeitura da cidade? Se a cláusula que exigia a reforma e reforço dos berços de atracação tivesse sido cumprida o Porto de Itajaí não estaria com seus 4 berços de pé? A quem interessa os mandos e desmandos da Teconvi em Itajaí? Estará o poder público de mãos atadas frente a administração do Terminal? Qual seria a multa prevista em contrato de arrendamento para o descumprimento das cláusulas contratuais...

Existem muitas perguntas que infelizmente não podemos responder, mas a palavra será dada a quem deve explicações sobre isso, esperamos que o terceiro terminal em produtividade do País segundo palavras da própria empresa, e os representantes do poder público nos respondam

Estamos esperando sentados, pois sabemos que até a resposta vir poderemos não ter mais cadeiras em nossas casas de desempregados, vítimas da ganância e má-fé desta empresa, Itajaí sobreviveu a três grandes enchentes mas será que os portuários sobreviverão à APM Terminals?

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Comentários sobre esta Notícia

Autor: Jeferson Augusto Guimarães de farias

Nada muda. Nada mudará

Infelizmente temos uma relação que me parece promíscua entre Teconvi e o poder público. Não há cobranças, não há prestação de contas, não há nada, além de uma relação convenientemente cordial entre a maior empresa de Itajaí e a PrefeituraCâmara de Vereadores. O que mais explicaria a queda do berço devido à enchente é a não instituição de uma CPI para averiguar até onde isso é responsabilidade do Teconvi. O pior é

Autor: Jefferson Augusto Guimarães de Farias

Nada muda, nada mudará parte 2

O pior é que agora será o dinheiro público que fará a reconstrução do nosso Porto. O Teconvi deve estar rindo à toa, debochando dos babacas brasileiros e itajaienses que estão executando obras que seriam de sua responsabilidade. Simplesmente lamentável. E podem ter certeza que nada vai acontecer, ninguém vai apurar nada sobre isso e assim essa estória vai morrer. Bendito arrendamento. É bom enquanto dá lucro, porque quando deixa de dar, o arrendatário finge que nem é com ele.

Autor: Eduardo Ribeiro de Souza

APM Terminals usa a crise econômica como desculpa

Muito corajosa a notícia veiculada acima. Parabéns SINTAC! Orgulhosamente! Eduardo Ribeiro de Souza

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